Esta seção explica como a respiração se adapta a diferentes situações do corpo. A hiperpneia é o aumento da profundidade e da frequência da ventilação para atender a uma maior demanda de oxigênio, como acontece no exercício físico. O ponto importante é que ela não altera de forma significativa os níveis de oxigênio e de gás carbônico no sangue, pois a ventilação simplesmente acompanha a necessidade das células. A hiperpneia parece começar antes que o oxigênio dos músculos caia, o que sugere um controle mais neural do que químico: ela é disparada por estímulos como a decisão consciente de se exercitar, a ativação de neurônios motores e os proprioceptores nos músculos, articulações e tendões. Já a hiperventilação é diferente: é um aumento da ventilação que independe da necessidade real de oxigênio das células, levando a níveis anormalmente baixos de gás carbônico e a um pH sanguíneo alto (alcalino). Em grandes altitudes, embora o ar continue tendo 21 por cento de oxigênio, a pressão parcial desse gás diminui, caindo de cerca de 159 mm Hg ao nível do mar para valores muito menores em montanhas altas. Essa menor pressão reduz a saturação da hemoglobina e pode causar o mal agudo das montanhas, com sintomas como náusea, fadiga, tontura e, em casos graves, pulmonar ou cerebral. Com o tempo ocorre a aclimatação: os rins são estimulados a produzir o hormônio eritropoietina (EPO), que aumenta a produção de glóbulos vermelhos para melhorar o transporte de oxigênio.
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